14/11/2009

O jazz sobe a serra...

Primeiro dia

Primeira noite do Chapada in Jazz, e como todos nós planejávamos tudo ocorreu dentro do planejado e o resultado foi uma rua lotada de amantes da boa música, em uma clima de muita descontração. Bares, restaurantes, enfim, em todos os cantos encontrávamos pessoas inertes com olhos e ouvidos atentos a espera deles, os mestres Celso Pixinga Trio, Nelson Faria, José Namen e Galinha Caipira Completa.



Os mestres da noite e público esperaram ansiosos para ver e ouvir e por volta das 20h40 sobe ao palco a primeira em um clima de muita responsabilidade, sem perder a descontração, essa que transbordava destes senhores.

Nelson Faria, acompanhado do seu parceiro e primo José Namen, este que já esteve outras vezes por essas regiões, declarou que é muito gratificante estar na Chapada dos Guimarães fazendo parte deste grande evento. Com um repertório maravilhoso Nelson F. José N. nos devolveram os tempos da década de 1930, com clássicos da MPB e arranjos para lá de instigantes que arrancaram aplausos e deixaram o público de boca aberta, contando com a participação mais do que especial de dois dos maiores músicos da atualidade, Sandro Souza, “baterista de renome nacional”, e Ebinho Cardoso que além de ser curador do festival, está entre os melhores baixistas do Brasil e do mundo. Com muito carisma e um repertório cheio de arranjos e improvisações os quatro mestres inauguraram a noite, mostrando ao público chapadense a boa música jazzista.


Logo em seguida sobe Celso Pixinga Trio. Formado por Celso Pixinga (baixo), Bruno Alves (teclados) e Giba Faveri (bateria), o baixista já era esperado por muitos fãs do jazz e, claro, que mais uma vez correspondeu as expectativas do grande público, que com uma ajudinha de Deus nos proporcionou uma refrescante chuvinha que só fez esquentar mais a noite. Mesmo com o dedo machucado de Pixinga quem esteve presente sentiu o jazz tripidante do músico, com seus grooves, fazendo com que fosse fácil a plateia gritar “mais um! mais um !!! “. Atendendo a pedidos ele voltou ao palco, mas agora acompanhado de outro mestre, Nelson Faria. Em cima do palco os dois pareciam duas crianças e presentearam a plateia com o mais celebre jazz. Pixinga levou todos ao mais puro êxtase, comprovando porque é considerado pela crítica especializada como o baixista mais rápido do mundo e que, mesmo com o dedo machucado, continua sendo um lord.


Ainda aproveitando o embalo dos grooves, sobe ao palco com toda a sua “brasileiridade”, presente até no nome, Galinha Caipira Completa, uma mistura bem original dos ritmos nacionais com jazz. Com muito talento o Galinha misturou o tão conhecido cavaquinho, presente em estilos como pagode e samba de roda, agora unidos com os sons harmoniosos do contrabaixo, bateria e guitarra fazendo disso uma verdadeira sinfonia aos nossos ouvidos. No repertório músicas do falar popular, transformando o jazz, antes só visto como música de pessoas intelectuais, agora unindo-se ao popular fazendo todos cantarem em um imenso coro fechando a primeira noite com chave de ouro. O público correspondeu até o ultimo segundo. E foi assim a primeira noite do CHAPADA IN JAZZ.

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